Quem nunca ouviu falar de Albert Einstein e sua Teoria da Relatividade?
Pois bem, essa coisa chata que é a Física vira e mexe está perturbando nossas mentes. Na escola quando se precisava desesperadamente entender (decorar!) a Teoria do Eletromagnetismo, a Teoria Ondulatória, as Leis de Newton, a Teoria Heliocêntrica, o Movimento Uniforme (M.U.) e/ou Movimento Uniformemente Variado (M.U.V.), dentre outros tantos. A Teoria da Relatividade expressa, resumidamente, que tudo é relativo e a velocidade da luz o único referencial absoluto.
Mas sim, e daí?!
Enfim, depois de relembrar certos conceitos podemos começar a pensar diferente sobre o mundo em que vivemos; como algumas pessoas não conseguem compreender seu papel na sociedade; e a sua importante para a engrenagem da vida.
Existem pessoas que não conseguem enxergar além de seus próprios umbigos. Que mesmo quando “ajudam” alguém, o faz pensando em como aquela ação vai ser benéfica a sua vida. Além de fazer algo pensando em si e ainda se acham no direito de cobrar esse “favor”.
Quem vê de fora os acontecimentos, tem uma visão diferente dos fatos. Os atores da ação têm outra visão, talvez (quase sempre!) parcial. Se você visse alguém ajudando uma pessoa na rua, pensaria: “Essa pessoa é tão gentil!”, mas o que pensaria esse alguém: “Só quero saber se essa velha vai me pagar por ajudar!”.
A Guerra do Iraque iniciou-se com o pretexto de levar a Democracia aos iraquianos. O mundo condenou essa ação e hoje vemos o que esse conflito proporcionou a esta nação. Para os estadunidenses (como diria o professor Lailson Viana) essa intervenção tem esse objetivo nobre (quem sabe, né?), mas para restante das nações, inclusive para parte dos iraquianos, não tem nada de nobre.
Depende do ponto de vista as coisas podem ter um significado diferente.
Nossa interpretação da vida é relativa, pois cada um tem seu objetivo individual. Cada um de nós tem uma percepção dos fatos, mesmo quando vivemos as mesmas experiências. Não é ruim termos diferentes pontos de vista, mas é péssimo não levarmos em conta o que o outro senti ou pensa.
Quando não se tem todos os ângulos, todas possíveis visões e interpretações de um fato, a tendência é concluir de acordo com a nossa visão parcial, sendo assim diante de todas as outras possibilidades uma visão relativa. Não é preciso saber tudo, mas é essencial ser justo.
Só se é justo sendo imparcial, procurando saber se aquilo que você pensa é acerto, aquilo que você faz é o correto, se aquilo que você fala é verdade.
Quem já viu Atonement (Desejo e Reparação)?
Pois é, Briony Tallis apesar de ter apenas 13 anos é segura e inteligente porem mimada. Resumindo, ela era apaixonada por Robbie Turner que por sua vez era apaixonado por Cecília Tallis e era correspondido. Há uma cena
A questão é: foi justo ninguém ouví-lo?
O importante não é saber se é verdade o que Briony disse, mas sim se não seria importante ouvir todas as partes. Alias, ao longo do filme foi revelado que ela mentiu descaradamente, ela viu quem foi e mesmo assim disse que havia sido Robbie. Não mediu conseqüências e arruinou as vidas de sua irmã e dele, por puro ciúme e egoísmo.
Pense nas inúmeras conseqüências que todos nós já deixamos de considerar ao concluir de acordo com nossa visão como se estivesse usando ante-olhos. Não seja parcial nas suas decisões pense no que é melhor para todos, pense no que é melhor para sua casa, para sua empresa, para seu bairro, para sua vida, para seu mundo.
Tente aos poucos torna a vida menos relativa.