Havia um tempo que a humanidade estava perecendo diante de
uma grande epidemia. As pessoas viviam em desespero com medo de a qualquer
momento ser diagnosticados positivamente com a enfermidade mortal.
Entretanto uma faísca de esperança se acendeu, pois
cientistas haviam identificado o agente causador desta doença, um vírus. Mas infelizmente,
o vírus não era parecido com nenhum outro vírus conhecido.
Os cientistas informam ao governo que só tem uma saída,
encontrar uma pessoa que não tenha o vírus no sangue, mas que não tenha
manifestado os sintomas, ou seja, uma pessoa com sangue capaz de produzir anticorpos
contra o vírus. A tarefa não seria fácil, pois a epidemia já tinha atingido
todas as nações e praticamente suas populações inteiras, quem ainda não havia
sido contaminado, não saia de casa com medo.
Então, o governo montou uma grande operação, convocou toda a
população para fazer exames de sangue. Para que ninguém ficasse de fora, os
agentes do governo iriam de casa em casa colher as amostras.
Em uma pequena casa, no subúrbio da capital, vivia uma
família humilde e feliz. Eles eram três pessoas, o pai, a mãe e o filho, ainda
criança com uma vida para explorar. Seu pai fazia de tudo para que seu filho
não soubesse dos acontecimentos que estavam assolando a todos.
Chegou o dia que o governo passaria pelo bairro onde vivia
esta família, a apreensão tomou a todos naquele lugar, inclusive os pais
daquele menino. Pela janela, eles viam os agentes do governo com roupas e
mascaras para impedir um possível contagio. Eis, que um agente bate a porta, o
pai abre a porta, e dentro da casa o agente recolhe amostras do pai, da mãe e
do menino. Enfim, o agente vai embora, e a família esperançosa que seus sangues
estejam realmente livres deste vírus mortal.
Todas as amostras estão no laboratório, um a um sendo
testados. Depois de horas de testes, e sucessivas frustrações, o sistema
informa que a amostra nº 00033 de positivo para anticorpos capazes de combater
o vírus. A alegria toma conta do lugar, os cientistas eufóricos, pois agora
existe uma real chance de encontrar uma vacina. Eles, então, mandam imprimir a
ficha do dono da amostra, entretanto ao ler os dados da ficha, ficaram paralisados
e profundamente tristes, o sangue era de uma criança, em especial daquele
menino.
Diante disso, imediatamente, aquela família é levada as
pressas para o hospital central da cidade. Ao chegar lá, o pai vê todos no
hospital felizes, eufóricos. Um médico vai ao seu encontro, e lhe dá as
noticias que haviam encontrado um sangue capaz de ser usado para fabricar uma
vacina para o vírus mortal. Continuo dizendo, que a pessoa era seu filho, seu
único filho, e por ser uma criança iram precisar de todo o seu sangue, se fosse
um adulto bastava uma parte. O pai ficou chocado com a notícia, e o médico diz
que não há tempo a perder precisa levar o menino imediatamente para retirar o
seu sangue para produzir as vacinas.
O pai quer fazer algo, quer salvar seu filho amado, num
impulso tentar sair com ele. Mas é impedido pela segurança, neste momento, o
menino na sua inocência diz a seu pai: ‘Papai, calma vai ficar tudo bem’, o pai
caiu em pranto, e seu filho foi levado.
Seu sangue foi a fonte para a cura desta enfermidade mortal,
todos ficaram curados, livres para viver sua viva como quiserem. Muitos a desperdiçam,
cometendo crimes, se drogando, se autodestruindo.
Ao mesmo tempo, aquele pai assiste a humanidade ser salva
pelo sangue de seu filho, mas nenhuma viva alma se pergunta: ‘Quem foi que nos
salvou?’. O pai fica triste pois a ingratidão e o egoísmo do ser humano não o
deixa enxergar que para ele ter vida, alguém teve que morrer, que para ele ter
felicidade, alguém teve que sofrer.
Deus enviou seu único filho, Jesus Cristo, para morrer por
nós. E nós, nos lembramos quantas vezes disso? Como nós agradecemos a esse Pai
que por amor ao mundo, enviou seu Filho?
Pense Nisso.
Toda Honra e toda Glória seja dada ao Deus Altíssimo.